Gerente de comércio é preso por tentativa de feminicídio e tortura contra funcionária em Nova Lima
Uma noite que deveria ser de confraternização terminou em violência extrema em Nova Lima. Um gerente de com ...
Uma mulher de 25 anos denunciou ter vivido momentos de terror após a virada do ano, ao relatar que foi vítima de violência sexual, agressões físicas, ameaças de morte e violência psicológica cometidas pelo próprio namorado, de 33 anos, em Nova Lima.
De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar de Minas Gerais, a vítima foi obrigada a manter relação sexual contra a própria vontade dentro do apartamento do companheiro, em um condomínio , logo após uma festa de Réveillon. Segundo o relato, a jovem havia manifestado o desejo de dormir em sua própria residência, que fica no mesmo condomínio, mas acabou indo para o apartamento do namorado.
Ainda conforme a denúncia, após a negativa da mulher em manter relações sexuais, o homem passou a agir de forma agressiva. Ele teria iniciado uma série de agressões físicas, desferindo socos e chutes, além de puxar os cabelos da vítima. A mulher afirma que ficou em estado de choque diante da violência sofrida.
O relato aponta que a situação se agravou após uma discussão envolvendo uma peça de aproximadamente cinco centímetros de um guarda-roupa que havia se soltado. O agressor exigiu que o problema fosse resolvido imediatamente e passou a impedir que a mulher deixasse o imóvel. Segundo a vítima, mesmo após oferecer chamar um marceneiro ou arcar com qualquer custo, o homem insistia que ela não sairia do local.
Ainda segundo a denúncia, o agressor rasgou as roupas que a vítima vestia, a deixou nua à força e continuou a impedi-la de sair do apartamento. Ao tentar pedir ajuda, a mulher afirma ter sido ameaçada de forma direta e cruel. Em um dos momentos mais graves, o homem teria dito que ninguém iria salvá-la, mesmo que chamasse a polícia, e fez ameaças envolvendo uma familiar idosa da vítima.
Em meio ao medo, a mulher conseguiu sair do apartamento e correu até sua própria residência para pegar a chave do carro e se dirigir à delegacia. No entanto, foi novamente surpreendida pelo agressor na porta de casa. Temendo novas agressões, passou a gritar por socorro e foi orientada por um porteiro a se refugiar na guarita do condomínio.
O funcionário acionou a Polícia Militar duas vezes. Na segunda ligação, segundo a vítima, o porteiro alertou que uma tragédia poderia acontecer caso a viatura não chegasse rapidamente. Pouco depois, o agressor deixou o local de carro. Após a fuga, ele teria enviado mensagens afirmando que iria tentar contra a própria vida. A mulher recebeu atendimento médico após as agressões.
Por Gisele Maia
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