03/jan

Mulher denuncia estupro, agressões e ameaças após Réveillon em condomínio de luxo em Nova Lima

Uma mulher de 25 anos denunciou ter vivido momentos de terror após a virada do ano, ao relatar que foi vítima de violência sexual, agressões físicas, ameaças de morte e violência psicológica cometidas pelo próprio namorado, de 33 anos, em Nova Lima.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar de Minas Gerais, a vítima foi obrigada a manter relação sexual contra a própria vontade dentro do apartamento do companheiro, em um condomínio , logo após uma festa de Réveillon. Segundo o relato, a jovem havia manifestado o desejo de dormir em sua própria residência, que fica no mesmo condomínio, mas acabou indo para o apartamento do namorado.

Ainda conforme a denúncia, após a negativa da mulher em manter relações sexuais, o homem passou a agir de forma agressiva. Ele teria iniciado uma série de agressões físicas, desferindo socos e chutes, além de puxar os cabelos da vítima. A mulher afirma que ficou em estado de choque diante da violência sofrida.

O relato aponta que a situação se agravou após uma discussão envolvendo uma peça de aproximadamente cinco centímetros de um guarda-roupa que havia se soltado. O agressor exigiu que o problema fosse resolvido imediatamente e passou a impedir que a mulher deixasse o imóvel. Segundo a vítima, mesmo após oferecer chamar um marceneiro ou arcar com qualquer custo, o homem insistia que ela não sairia do local.

Ainda segundo a denúncia, o agressor rasgou as roupas que a vítima vestia, a deixou nua à força e continuou a impedi-la de sair do apartamento. Ao tentar pedir ajuda, a mulher afirma ter sido ameaçada de forma direta e cruel. Em um dos momentos mais graves, o homem teria dito que ninguém iria salvá-la, mesmo que chamasse a polícia, e fez ameaças envolvendo uma familiar idosa da vítima.

Em meio ao medo, a mulher conseguiu sair do apartamento e correu até sua própria residência para pegar a chave do carro e se dirigir à delegacia. No entanto, foi novamente surpreendida pelo agressor na porta de casa. Temendo novas agressões, passou a gritar por socorro e foi orientada por um porteiro a se refugiar na guarita do condomínio.

O funcionário acionou a Polícia Militar duas vezes. Na segunda ligação, segundo a vítima, o porteiro alertou que uma tragédia poderia acontecer caso a viatura não chegasse rapidamente. Pouco depois, o agressor deixou o local de carro. Após a fuga, ele teria enviado mensagens afirmando que iria tentar contra a própria vida. A mulher recebeu atendimento médico após as agressões.

Por Gisele Maia

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