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Oitiva de donos da Clínica Animed em Nova Lima é adiada para outubro

A audiência de instrução do processo contra os proprietários da Clínica Animed, em Nova Lima, foi adiada para 7 de outubro de 2025, após a sessão de oitiva de testemunhas e réus, realizada em 26 de agosto, ter sido interrompida no Fórum da cidade. O processo reúne 12 réus, entre eles os donos da clínica, dois gerentes administrativos, sete médicos veterinários e o advogado da instituição. Eles respondem a uma série de acusações apresentadas pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que incluem formação de organização criminosa, estelionato, crimes ambientais, maus-tratos a animais e exercício ilegal da profissão.

De acordo com a denúncia, a Animed teria praticado diversas condutas irregulares e criminosas, como a retirada de sangue de animais sem autorização dos tutores, a aplicação de medicamentos vencidos ou proibidos, a realização de cirurgias e procedimentos sem consentimento formal, a falsificação de diagnósticos e a manutenção de internações indevidas. A acusação mais grave é a de congelar animais mortos para simular que ainda estavam vivos, prolongando o tempo de internação e aumentando os valores cobrados.

O caso ganhou repercussão em toda a Região Metropolitana de Belo Horizonte após denúncias feitas por ex-funcionários e relatos de tutores de animais, além de publicações em redes sociais que ampliaram a indignação popular. A situação levou à abertura de inquérito policial e, posteriormente, à denúncia formalizada pelo Ministério Público.

A defesa, por sua vez, sustenta que as acusações são baseadas em informações parciais e em uma investigação conduzida de forma enviesada. Afirma ainda que o congelamento dos corpos dos animais não seria fraude, mas um procedimento exigido pela vigilância sanitária para garantir a preservação até a destinação correta.

A próxima audiência, marcada para 7 de outubro, dará continuidade à oitiva dos acusados e das testemunhas de acusação e defesa. O julgamento é acompanhado de perto por entidades de proteção animal e pela sociedade civil, que cobram punições severas caso as denúncias sejam confirmadas.

Por Jorge Marques

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