Oitiva de donos da Clínica Animed em Nova Lima é adiada para outubro
A audiência de instrução do processo contra os proprietários da Clínica Animed, em Nova Lima, foi adiada
O clima esquentou na política de Sabará. O Ministério Público Eleitoral (MPE) está de olho no vereador Thiago Rodrigues, o mais votado nas eleições de 2024. Ele é acusado de ter usado uma entidade social, a AVAG (Instituto Vem com a Gente) — da qual é fundador — para se promover durante a campanha. A denúncia foi enviada ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), que deve julgar o caso em breve
Segundo o MPE, Thiago misturou política com assistencialismo. Durante o período eleitoral, ele fez vídeos, postagens e aparições públicas dentro da sede da AVAG, vestindo a camisa da entidade e falando em nome dela. Em um dos vídeos, chegou a dizer que conseguiu verba para construir a nova sede do instituto — isso tudo dentro do periodo eleitoral. Em outro caso, até um torneio de truco com prêmiações financeiras teve participantes usando adesivos de sua campanha.
Mas não para por aí: a presidente da AVAG, que também é próxima ao vereador, teria pedido votos para Thiago durante a entrega de certificados de cursos gratuitos oferecidos pela organização. Tudo isso fez o MPE entender que o vereador se beneficiou da entidade para conquistar votos, o que configuraria abuso de poder político.
A promotora do caso, Flávia de Araújo Resende, foi direta ao afirmar: “A intenção era confundir a população. O eleitor via a ajuda da AVAG e automaticamente associava ao nome de Thiago Rodrigues. Isso é vantagem indevida.”
O instituto AVAG, que funciona no bairro Nossa Senhora de Fátima, atua com educação, saúde, esporte e cultura, prestando serviços sociais gratuitos.
O que diz a defesa? O advogado de Thiago, Gustavo Ferreira Martins, afirma que a denúncia é infundada e que não há qualquer crime.
“Não houve abuso, nem uso de recurso público. O trabalho do vereador junto ao instituto é social e legítimo. Não há coação nem promessa de votos.”
Já Thiago Rodrigues declarou em suas redes sociais que se “sente em paz, e que nunca desviou dinheiro público”.
Se a Justiça entender que houve abuso, o vereador pode até perder o mandato e ficar inelegível por 8 anos.
Por Thiago Carvalho
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