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A Câmara Municipal de Nova Lima ficou lotada na noite desta quinta-feira, 11 de julho, durante uma audiência pública que discutiu os problemas no abastecimento de água e no tratamento de esgoto na cidade. A reunião foi convocada e presidida pelos vereadores Wesley de Jesus e Claudinho Vale, que ouviram atentamente as reclamações de dezenas de moradores e lideranças comunitárias.
Foram mais de 20 bairros e comunidades representadas, incluindo Água Limpa, Galo, Maias, Bicalho, Alto do Gaia, Fazenda do Benito, Santa Rita, Bosque do Jambreiro, Jardim Petrópolis, Passárgada, Cristais, Veredas dos Gerais, além dos condomínios do Alphaville e da Vila da Serra. A participação popular foi um dos pontos altos da audiência, com cidadãos relatando casos graves, como falta crônica de água, esgoto a céu aberto e abandono por parte das empresas responsáveis.
A ausência da empresa Samotracia, responsável pelo abastecimento no Alphaville, foi duramente criticada. Já a COPASA, que atua na maior parte do município, compareceu, mas foi alvo de diversas denúncias. A população apontou o descaso da companhia e cobrou soluções urgentes. Segundo dados apresentados na audiência, apenas 25% do esgoto de Nova Lima é tratado atualmente, um índice considerado alarmante.
Além da comunidade, participaram do encontro representantes do sindicato SINDIÁGUA, do movimento em defesa do Parque de Fechos, secretários municipais, técnicos da área de obras e meio ambiente, e membros da Associação dos Condomínios Horizontais.
Diante do cenário crítico, o vereador Wesley de Jesus anunciou que vai apresentar um projeto de lei determinando que a COPASA só poderá renovar seu contrato com o município — que vence em fevereiro de 2028 — caso comprove a instalação de rede de água potável em todos os bairros da cidade. A proposta visa garantir o direito básico à água para toda a população.
Outro encaminhamento importante foi o anúncio de que a Comissão de Meio Ambiente da Câmara vai apresentar um plano com metas progressivas para ampliação do tratamento de esgoto, cobrando que a COPASA cumpra sua parte no contrato.
A audiência pública reforçou a força da mobilização popular e o papel fiscalizador dos vereadores. Para Wesley de Jesus, “o povo precisa ser ouvido, e a água é um direito, não um favor”. O encontro foi um marco no debate sobre saneamento básico em Nova Lima e abre caminho para ações concretas de melhoria nos serviços.
Por Jorge Marques
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