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Homem ateia fogo em Fusca do vereador Pedro Dornas; caso teria motivação política

Um homem ateou fogo no Fusca utilizado pelo vereador Pedro Dornas na madrugada desta quarta-feira (5), no bairro Vila Operária, em Nova Lima. O veículo estava estacionado em via pública, próximo à residência do parlamentar, e foi destruído pelas chamas.

Segundo o boletim de ocorrência, uma câmera de segurança flagrou o indivíduo correndo perto do automóvel com um galão de gasolina. Logo depois, as imagens mostram um clarão provocado pelo início do incêndio.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e conseguiu controlar as chamas, preservando a integridade física do vereador, dos moradores e dos imóveis próximos. O Fusca 1300, fabricado em 1976 e de cor branca, ficou danificado.

Pedro Dornas contou aos policiais que ouviu barulhos de pessoas correndo perto de sua residência logo após o incêndio. No boletim, o vereador declarou que a ação criminosa pode estar relacionada a atividades políticas realizadas durante seu mandato.

Em conversa com a reportagem do Jornal Minas, Dornas afirmou que ainda avalia a motivação do ataque. Segundo ele, embora seja necessário aguardar o avanço das investigações, o incêndio provavelmente teria motivação política.

Compra de gasolina é investigada

Durante as diligências, policiais foram ao Posto Philadelphia em busca de informações sobre uma possível compra do combustível utilizado na ação.

De acordo com o frentista, duas pessoas chegaram ao estabelecimento por volta de 0h30 em um carro preto e compraram gasolina em um galão. Uma delas foi descrita como fisicamente mais forte, enquanto a outra seria magra e alta.

Um perito da Polícia Civil esteve no local e realizou os trabalhos de praxe. As imagens das câmeras, as informações obtidas no posto e os demais vestígios serão utilizados para tentar identificar o responsável e esclarecer se outras pessoas participaram da ação.

O Fusca era utilizado por Pedro Dornas no quadro “Pedro por Nova Lima”, divulgado nas redes sociais. Com o veículo, o vereador percorria diferentes bairros para registrar demandas da população, fiscalizar problemas e cobrar providências do poder público.

Até o momento, ninguém foi preso. A Polícia Civil dará continuidade às investigações.

Por Gisele Maia

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