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Desenvolvimento sustentável deve acompanhar a expansão de Nova Lima

Faz tempo que os bairros Vale do Sereno e Vila da Serra atraem olhares de quem procura casas e apartamentos de alto padrão. A região, que fica no município de Nova Lima, no limite com Belo Horizonte, começou a receber grandes empreendimentos imobiliários no início dos anos 2000, época em que o vizinho Belvedere começava a mostrar sinais de saturação. E o ano passado foi de recorde.

Segundo dados do Censo do Mercado Imobiliário, feito pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), foram comercializadas 4.552 unidades nas duas cidades, um aumento de 28% em comparação com o ano anterior. Desde que o Censo começou a ser realizado, esse número nunca havia ultrapassado 4 mil unidades.

Assunto indigesto para administração publica

Expansão imobiliária em Nova Lima, é um assunto não grato. A falta de planejamento e a ausência de responsabilidade ecológica com os quais esse setor foi desenvolvido na cidade, nos últimos 25 anos, deixou muito a desejar.

O bairro Villa da Serra na saída para Belo Horizonte, por exemplo, tornou-se uma extensão das características urbanas da capital, incluindo os problemas, como trânsito e esgotamento inadequados. A paisagem coberta por torres escondeu a Serra do Curral e abriu precedente para a brotação de uma montanha de concreto no Cerrado.

Para evitar esse tipo de ocorrência, é preciso praticar a expansão imobiliária alicerçada por sustentabilidade. O espaço construído deve ser elaborado de forma a preservar a flora e a fauna local, por meio de parques lineares, por exemplo, com o propósito de interligar a vida silvestre e preservar biomas. Projetos de absorção de água da chuva para conservação de nascentes e lençóis freáticos, além do descarte adequado de resíduos e tratamento de esgoto são imprescindíveis.

Por Gisele Maia

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