Levado a motel e embriagado: adolescente denuncia professor de basquete da Prefeitura de Nova Lima por estupro de vulnerável
Um documento exclusivo obtido pela reportagem do Jornal Minas mostra que uma denúncia no Tribunal de Justiça ...

Weverton de Paula, ex-cabo da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), acusado de matar um jovem durante uma festa de carnaval, em fevereiro de 2018, foi condenado a 1 ano e seis meses de detenção, em regime aberto, por homicídio culposo. O julgamento no 3° Tribunal do Júri de Belo Horizonte, teve início na última terça-feira (16).
O ex-PM respondia por homicídio qualificado, por motivo fútil e com recurso que dificultou a defesa da vítima. Durante o interrogatório, ele afirmou não ter percebido que tinha acertado a cabeça da vítima, apenas os braços dela.
O júri, formado por seis mulheres e um homem, decidiu que Weverton não agiu com intenção de matar, sendo condenado por homicídio culposo. Apesar disso, os jurados destacaram as circunstâncias desfavoráveis, como elevada agressividade do réu, descompasso com a função, motivo fútil e vítima abordada de surpresa.
O promotor Christian Lúcio da Silva afirmou que vai recorrer da decisão. O ex-PM vai aguardar a decisão do recurso em liberdade.
Segundo a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), em 4 de fevereiro de 2018, por volta das 23h, no Bairro Nações Unidas, em Sabará, o réu assumiu o risco de matar ao desferir dois golpes no pescoço e um chute na cabeça da vítima. Para o MPMG, o ex-PM agiu por motivo fútil, utilizando recurso que dificultou a defesa da vítima, “provocando-lhe lesões corporais que foram a causa eficiente de sua morte”.
A agressão foi filmada por uma câmera de segurança a alguns metros do crime. O jovem chegou a ser levado para uma Unidade de Pronto-Atendimento de Sabará e, depois, transferido, em estado grave, para o Hospital João XXIII, na capital mineira, onde teve constatada a morte cerebral.
Em março do mesmo ano, o ex-PM foi preso, acusado do crime. Ele foi exonerado da PMMG, por processo administrativo, por causa do homicídio e aguardava o julgamento em liberdade.
Por Luiz Fernando
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