Ônibus da Saritur colide com ponto de ônibus no Centro de Nova Lima
Um ônibus da empresa Saritur colidiu com um ponto de ônibus na Rua Dr. Aníbal Moraes Quintão, no Centro de ...
Nesta quarta-feira (7), o desfecho de um acidente que envolveu um cavalo e um caminhão na Avenida José Bernardo de Barros, bairro Cascalho, gerou grande comoção nas redes sociais.
Conforme Boletim de Ocorrência da Polícia Militar, o cavaleiro Tiago Oliveira perdeu o controle sobre o seu cavalo e foi atingido de frente por um caminhão. Na colisão, Tiago conseguiu saltar sem nenhum ferimento, enquanto que o animal ficou seriamente ferido e teve a pata traseira fraturada.
A Polícia Militar foi acionada junto com Fabrício Corlaite, que é médico veterinário municipal e também da Associação dos Cavaleiros e Criadores de Nova Lima. Após avaliação clínica e a identificação de ferimento irreversível, o especialista orientou a prática da eutanásia. O animal foi então abatido pelo policial militar com um disparo de arma de fogo, em via pública, e o corpo foi retirado por uma equipe da prefeitura de Nova Lima.
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Remoção aumentaria o sofrimento do animal
Após avaliação, o médico veterinário constatou que o deslocamento traria mais sofrimento. “Ele poderia ser transferido para outro local, mas tal atividade causaria mais dor, além dessa ação ser mais estressante para o pobre animal”, diz.
Desta forma, não seria possível a eutanásia por outros meios clínicos ou injeção letal, devido à exposição do local e também pela reação que poderia levá-lo a agonizar por vários minutos.
Diante desse quadro, o sacrifício foi feito no mesmo local, com arma de fogo, que de acordo com o médico é um “procedimento menos doloroso, mesmo sendo, uma atitude grosseira aos olhos” da população.
Segundo Fabrício, a Polícia Militar sensibilizada com o que iria acontecer, tentou dispersar a multidão para que não presenciassem a dolorosa cena e ainda se preocuparam em pesquisar um projétil que abreviasse o sofrimento do equino mais rápido.
Procedimento correto
Nas redes sociais, internautas reagiram com tristeza e protestos em relação ao procedimento adotado pelos profissionais:
que revoltante esse vídeo do cavalo em nova lima
— beatriste 🙂 (@biaapires_) April 7, 2021
NADA justifica a ação desse policial executando o cavalo na Avenida de Nova Lima, N A D A !!
— Maria Eduarda (@MariaEduarda_07) April 7, 2021
O ato, no entanto, é a norma utilizada em animais desse porte diante de ferimentos graves como o que ocorreu. O sacrifício é regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), na resolução n°1000 de 11 de maio de 2012, que dispõe sobre procedimentos e métodos da eutanásia em animais: “Art. 3° a eutanásia pode ser indicada nas situações em que: I- bem-estar do animal estiver comprometido de forma irreversível, sendo um meio de eliminar a dor ou o sofrimento dos animais, os quais não podem ser controlados por meio de analgésicos, de sedativos ou de outros tratamentos”.
Fabrício Corlaite afirma que o procedimento da eutanásia veterinária foi realizado dentro da lei. Ele ainda explica que “a ética veterinária não permite que se cause mais dor ou sofrimento ao animal e a causa do problema deve ser contida o mais rápido possível”.
O sacrifício por meio de arma de fogo, também foi realizado dentro das normas do CFMV que define que ele “deve ser aplicado por pessoa altamente treinada e de preferência pela força policial, com projétil desferido diretamente à cabeça do animal para morte imediata”.
Amante de cavalos discorda
O presidente da Associação dos Cavaleiros e Criadores de Nova Lima, Tony Catireiro, não concorda com o sacrifício do animal em via pública, sem prestar os primeiros socorros. Segundo ele, “o correto seria conduzir o cavalo para uma unidade veterinária para a realização de exames preliminares”.
Além disso, ele levanta outras questões sobre animais pela cidade. Segundo ele, a Prefeitura, por meio do setor de zoonoses, deveria fiscalizar e notificar abandono ou maus tratos a animais que, segundo ele, “vem acontecendo em nosso município” e por isso, gostaria “que fossem tomadas as devidas precauções”, diz.
Em nota, o Prefeito de Nova Lima, João Marcelo, disse “que recebeu com tristeza a informação e solicitou a apuração dos fatos”.
Por Roberto Márcio
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Comentários
Dar tiro em via pública não é permitido a não ser em legítima defesa para preservar vida , a corregedoria tem de punir os responsáveis pela atitude erronêa , conseguem fazer dormir até animais muito maiores porque não fizeram ao cavalo ? Dar tiro em via pública na frente de transeuntes inclusive crianças é ilegal , deveriam então isolar o quarteirão para atirar não fazer como foi feito ,punir é preciso