26/nov

Reflexões Sobre o Documentário “O Dilema das Redes” – Talita Vaz

“Existem 2 mercados que chamam seus clientes de ‘usuários’, o de drogas e as redes sociais”. Essa é uma das afirmações do documentário “The Social Dilemma”, lançado e produzido pela Netflix. Não me proponho a tecer uma crítica, mas sim refletir sobre informações esclarecidas pelo filme, que possibilitam compreender melhor nosso papel nesse contexto das big techs. “Só existem 2 hipóteses: ou você acessa suas redes antes de sair da cama ou quando usa o banheiro”. Grande parte da população mundial considera ‘Internet’ sinônimo de ‘Rede Social’. Por que cadastramos gratuitamente? Por que perguntam “no que estamos pensando”? Por que pensamos em coisas/pessoas e quando olhamos para a tela está lá?  Todas essas perguntas são respondidas claramente para qualquer leigo em tecnologia, e são ilustradas pela história fictícia de uma família que desenrola durante a trama. Assim, compreendemos como funcionam os ‘algoritmos’ e os mega computadores com milhões de quilômetros de cabos espalhados pelo oceano, a Inteligência Artificial, que atualiza e se autorregula através de fórmulas matemáticas criadas para sugerir e alavancar conteúdos com muitos acessos; que são distribuídos por diversos critérios, incluindo aqueles mais íntimos, que são capturados enquanto navegamos despreocupados. Justamente aí entram as ‘Fake News’, pois essas máquinas não foram programadas para distinguir o que é ou não verdade. No filme também mostra uma mulher que conseguiu, depois de muito embate, ter acesso a seus dados registrados através do app Tinder, e chocou-se com mais de 800 páginas com suas informações. Tivemos a repercussão mundial do escândalo da Cambridge Analytica (assista ‘Privacidade Hackeada’), trazendo o debate sobre a regulamentação do acesso, armazenagem e compartilhamento desses dados coletados pelas plataformas digitais. Essas empresas são as mais lucrativas da história, pois conseguiram algo inédito, modificar o comportamento das pessoas. Especialistas em ‘Persuasão’ projetam tudo para ficarmos colados na tela, por horas, e tem como inspiração o “caça-níquel”. Quem projetou afirma ser uma armadilha impossível de não cair, explicitando que como nos cassinos, “a casa sempre vence”.  Mas, ao final do doc, esses profissionais trazem recomendações de como fazer para que isso seja menos prejudicial a nossa rotina e cérebro.

Por tudo isso e muito mais vale a pena conferir!

Por Talita Vaz

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