Ônibus da Saritur colide com ponto de ônibus no Centro de Nova Lima
Um ônibus da empresa Saritur colidiu com um ponto de ônibus na Rua Dr. Aníbal Moraes Quintão, no Centro de ...
A Justiça estadual de Minas Gerais aceitou parcialmente um pedido do Ministério Público e determinou que a mineradora AngloGold Ashanti tome uma série de medidas de segurança relativas à barragem de Cocuruto, em Nova Lima, após ocultar informações técnicas que indicariam falta de segurança e estabilidade mínima na estrutura
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) solicitou a paralisação das atividades em uma barragem na Planta do Queiroz, localizada em nova Lima. No entanto, o juiz responsável pelo caso decidiu que a interrupção da operação da barragem poderia causar danos à sociedade, devido aos empregos gerados na cidade.
Ou seja, o juiz entendeu que a barragem era uma importante fonte de emprego para a região, e que a sua interrupção poderia prejudicar a economia local e, consequentemente, afetar a população. Portanto, o juiz optou por não atender ao pedido do MPMG de paralisação da operação da barragem.
A decisão foi assinada na noite de sexta-feira (5) pelo juiz Kleber Alves, da 1ª Vara Cível de Nova Lima, e determinou que a empresa forneça todas as informações técnicas de pareceres sobre a barragem, permita a entrada de órgãos de fiscalização na mina e elabore um plano de ação que garanta a estabilidade e segurança das barragens num prazo de até 10 dias. A empresa também deverá se abster de lançar rejeitos ou qualquer outra operação na barragem e nas outras estruturas da mina.
Segundo os promotores, a AngloGold omitiu estudos e relatórios feitos por uma consultoria técnica externa que indicaram que a barragem de Cocuruto não possuía condições de segurança para continuar operando. O MP afirma, ainda, que a mineradora teria atuado para tentar reverter o documento e viabilizar os trabalhos na estrutura de mineração em Nova Lima.
Com nova negativa da empresa de consultoria, a AngloGold buscou outra consultora técnica para, então, conseguir documentação positiva para operar. Com o novo parecer, a mineradora declarou ao governo e às autoridades que a barragem de Cocuruto possuía condições de funcionar.
“Por duas vezes no ano de 2022, a ré teve em mãos estudos técnicos robustos, elaborados por consultoria especializada por ela própria contratada, que indicavam a ausência de estabilidade na barragem (…) ao invés de torná-los públicos e discutir abertamente o seu teor e as providências a serem tomadas junto aos órgãos competentes, a ré simplesmente omitiu que existiam”, mostra trecho da ação do MPMG.
A barragem de Cocuruto é uma estrutura de contenção de rejeitos com 41 metros de altura e volume atual de 4.172.484,00 m³, construída pelo método de alteamento a jusante. De acordo com o Sistema Integrado de Gestão de Barragens de Mineração da ANM, o Dano Potencial Associado (DPA) é tido como “Alto”, com existência de comunidades ocupando permanentemente a área a jusante da barragem (1001 a 5000 pessoas possivelmente afetadas em caso de rompimento). Vale lembrar que a decisão da Justiça ocorre após o rompimento da barragem B1 da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho.
Por Jorge Marques
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