22/abr

Após sumiço de vacinas e nomes quadruplicados, vereadores de Itabirito investigam prefeito Orlando caldeira

O desaparecimento de 128 vacinas da COVID-19 e o aparecimento de nomes duplicados e até quadruplicados na lista de vacinação despertaram suspeita por parte de três vereadores de itabirito. Os parlamentares Fabinho Fonseca (AVANTE), Dr. Edson (REPUBLICANOS) e Max Fortes (DEM) criaram uma comissão de investigação após inúmeros acontecimentos “estranhos” apareceram durante a vacinação da população itabiritense.

Painel Vacinômetro Minas Gerais

Além do sumiço das vacinas e de nomes que se repetem na listagem, segundo informações do site do Governo Estadual, a Prefeitura de Itabirito já recebeu 12.369 doses da vacina, mas só vacinou apenas 1.689 pessoas na sua totalidade no esquema de imunização. Apesar de ter vacinado um número maior na primeira dose, o atraso da aplicação na segunda dose pode trazer ainda mais riscos a população. Segundo o demonstrativo do site do Governo Estadual, itabirito parece andar lento na imunização dos habitantes da cidade.

Atraso da segunda dose traz riscos maiores

Quem não completa o esquema vacinal está mais sujeito à infecção, em comparação com pessoas que recebem as duas doses. Até por isso, esse indivíduo não contribui tanto para o controle da circulação do vírus. Esse é um problema ainda maior em um cenário onde a maioria das pessoas segue sem acesso aos imunizantes como é o caso de Itabirito.

Como se não bastasse, a aplicação parcial pode favorecer versões mais resistentes do coronavírus.  A lógica é a seguinte: uma suposta variante mais potente do vírus poderia não resistir em um corpo que recebeu duas doses, mas se proliferar em outro que só tomou uma. Se o abandono vacinal for considerável na população, ela poderia tomar conta do cenário e causar estragos extras.

Base de Orlando Caldeira derruba Projeto da Transparência

Pedindo por mais transparência por parte da Prefeitura, o vereador Max Fortes apresentou o projeto de lei 21/2021 que previa a obrigatoriedade da publicação e da transparência da relação de nomes das pessoas já iminizadas. O projeto de lei foi negado tendo o voto contrário de sete vereadores ligados ao prefeito, são eles: Daniel Sudano (CIDADANIA), Grilo (CIDADANIA), Arnaldo (MDB), Lucas do Zé Maria (MDB) , Pastor Anderson do Sou Noticia (MDB), Marcio Oliveira (CIDADANIA), Léo do Social (PSDB).

Com os votos contrários desses sete vereadores, o Projeto da Transparência saí da pauta de votação e só pode ser reapresentado em 2022, o que causou indignação dos vereadores Fabinho, Dr. Edson e Max Fortes. Com a derrubada do PL 21/2021, a Câmara Municipal entregou nas mãos do prefeito Orlando Caldeira um cheque em branco, possibilitando ao prefeito fazer o que quiser, como bem entender, quando desejar e sem prestar contas à população dos seus atos.

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Ministério Público acionado

Após as inúmeras discrepâncias na gestão da vacinação na cidade, os vereadores Fabinho, Dr. Edson e Max Fortes entraram com pedido de investigação chamando o Ministério Público propor uma investigação minuciosa. O Promotor ainda analisa o caso.

Analise política

Isso tudo ao mesmo tempo em que o país inteiro se mobiliza para pedir responsabilidade nos gastos públicos e sacrifícios individuais como ficar em casa até que a maioria tenha sido imunizada. Ainda por cima enfrentamos uma taxa absurda de desempregos e endividamentos que foram adquiridos por causa dos intermináveis “Lockdowns”. Desconsiderando a isso tudo, sete vereadores da base de Orlando Caldeira decidem que não interessa a população saber quem já foi ou não vacinado, quem furou a fila ou quem não furou. Aliás, conforme a lista de vacinação apresentada pela Prefeitura de itabirito, tem gente “pelambulando” pela cidade “super-imunizado”, pois recebeu 4 doses da vacina.

Infelizmente parece que transparência é critério que vale bem para os outros, mas pouco para os amigos do poder, e ainda menos para os chegados do prefeito. Eu não peço mais por transparência, peço apenas COERÊNCIA: se o prefeito julga não ter que prestar contas por seus atos, então deve mesmo responder e ser investigado pelo Ministério Público e com todos os rigores da lei, mas, se o prefeito Orlando Caldeira tiver lá no fundo um pouco de seriedade, espero que ele mesmo divulgue publicamente a lista de vacinados, pelo seu próprio bem, pelo bem da cidade, pelos itabiritenses que votaram nele, e pela transparência, que parece ter passado longe de Itabirito. E aos vereadores que votaram contra o Projeto da Transparência um aviso: Esses quatro anos passam rápido, muito rápido.

Por Thiago Carvalho

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