11/jan

“Desobediência civil” – Comerciantes desafiam o prefeito Alexandre Kalil em Belo Horizonte

O primeiro dia do novo lockdown em Belo Horizonte foi marcado por manifestações e palavras de ordem contra o prefeito Alexandre kalil. Pelo centro da capital várias lojas mantiveram portas abertas, apesar do decreto estar em vigência.

Na manhã desta segunda-feira (11), comerciantes e funcionários de Belo Horizonte se reuniram esta manhã em frente à sede da prefeitura, na Avenida Afonso Pena, no Centro da capital mineira, para protestar contra o fechamento do comercio na cidade.  Com gritos de “Fora, Kalil”, questionam a gestão do prefeito e preparam o que estão chamando de “desobediência civil”.

A manifestação

Milhares de pessoas participaram do ato, munidos narizes de palhaços, faixas e até um trio elétrico se concentraram em frente a porta da prefeitura de Belo Horizonte. Com participação de empresários, funcionários, membros de associações comerciais, deputados e vereadores a ato durou até as 12h.

O descumprimento do decreto, ganhou força coletiva depois que o prefeito se negou a dialogar com os comerciantes. Desta forma os donos começaram a sugerir o que eles chamam de “desobediência civil” para manter a lojas em funcionamento derrubar a medida da prefeitura.

Segundo alguns comerciantes há má administração do prefeito é a responsável pela nova crise, já que foram fechados mais de 100 leitos de UTI na capital, mesmo a cidade tendo recebido repasse do governo federal para o combate ao novo coronavirus.

Foto divulgação rede social

 

Entidades se posicionam contra o fechamento

A Câmara de Dirigentes Logística de BH ( CDL-BH) emitiu nota e  pede uma solução da prefeitura para salvar o comércio e os serviços, que, juntos, fecharam 19,5 mil postos de trabalho em BH em 2020, segundo o Caged.

“Ninguém vai aguentar mais um fechamento como o que ocorreu. A recuperação ainda não aconteceu, e agora nem temos as ajudas que o governo federal ofereceu”, diz o presidente da Câmara da CDL-BH, Marcelo de Souza e Silva. Quanto à ‘desobediência civil’, ele afirma que é “isso é muito ruim”. “Não podemos nem brincar com isso. Mas chega um ponto em que as pessoas entram em desespero”, conclui.

Por Redação Jornal Minas

Siga Jornal Minas nas redes sociais

Facebook Instagram Twitter Whatsapp 

 

Compartilhar esta notícia:


Comentários


Anúncio


Redes sociais
Jornal Minas