Ônibus da Saritur colide com ponto de ônibus no Centro de Nova Lima
Um ônibus da empresa Saritur colidiu com um ponto de ônibus na Rua Dr. Aníbal Moraes Quintão, no Centro de ...
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) está intermediando um acordo entre oito prefeituras, dez empresas mineradoras, o governo do Estado e a União. O objetivo é viabilizar a construção de uma via alternativa para desviar a circulação de cerca de 1.500 carretas de minério, que diariamente trafegam por um trecho perigoso da BR-040, entre Nova Lima, na região metropolitana de BH, e Conselheiro Lafaiete, na área central de Minas
A proposta, liderada pelos prefeitos da Associação dos Municípios Mineradores de Minas Gerais e do Brasil (Amig), está sendo discutida no Centro Estadual de Autocomposição de Conflitos e Segurança Jurídica (Compor). O procurador geral de Justiça de Minas, Jarbas Soares Júnior, destaca a agilidade nas discussões desde a criação do órgão em 2021, com uma redução de 70% no tempo médio para a resolução de conflitos.
O pedido de acordo, considerado um dos mais complexos pelo Compor, visa desafogar um trecho de 54 quilômetros da BR-040, onde a Amig registra uma média de 156 mortes anuais entre 2020 e 2022. O prefeito de Belo Vale, Waltenir Liberato Soares (MDB), explica que a abertura da “rodovia do minério” é uma demanda antiga dos municípios, podendo retirar 85% das carretas pertencentes às mineradoras da BR-040.
O projeto propõe que as empresas assumam a revitalização de estradas existentes, realizem obras de alargamento, compactação e pavimentação, criando uma nova via estruturada para o elevado tráfego de caminhões. Além disso, contempla a necessidade de implementar um terminal ferroviário para o escoamento da carga. Apesar da complexidade, o prefeito defende a proposta como a mais viável para melhorar a trafegabilidade e reduzir acidentes na BR-040.
O chefe do Ministério Público de Minas Gerais, Jarbas Soares Júnior, destaca que a construção da via alternativa é uma demanda antiga das prefeituras e acredita que o projeto pode finalmente sair do papel. Ele ressalta a imparcialidade da mesa do MP, que convida todas as partes para as discussões, quebrando o clima de desconfiança. Embora não haja data definida para a próxima reunião, o chefe do MP é otimista quanto às negociações, calculando que um acordo pode ser alcançado até o fim deste semestre.
Por Jorge Marques com informações do Portal O TEMPO
Foto: Flávio Tavares/O TEMPO
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