23/abr

Sem reuniões, Câmara de Vereadores de Sabará custa R$ 3,4 milhões em 2021

A Câmara municipal de Sabará está com suas atividades suspensas desde o decreto do Prefeito Wander Borges que aderiu a cidade ao Programa Minas Consciente, programa do Governo de Minas que decide sobre os protocolos sanitários para que as prefeituras possam avaliar condições e permitir – ou não – a retomada das atividades da economia em meio à pandemia do novo coronavírus. A proposta foi criada por meio das secretarias de Desenvolvimento Econômico (Sede) e de Saúde (SES-MG) sugere a reabertura gradual de comércio, serviços e outros setores.

Segundo o site da transparência da Câmara Municipal de Sabará em três meses o legislativo já consumiu quase 1 milhão de reais somente com pagamento de salários, o cidadão pode conferir clicando no link:

http://www.transparenciafacil.com.br/servidores-por-nomes/0199602

A quantia fica mais escandalosa quando somada as despesas totais da casa legislativa, totalizando o montante de 3,4 milhões de reais. Você também pode acompanhar através do link:

http://www.transparenciafacil.com.br/despesas-por-fornecedores/0199602

Diante dos desafios que a pandemia tem imposto as cidades brasileiras, o valor gasto pela Câmara Municipal daria para adquirir vacinas suficientes para a primeira e a segunda dose da vacinação para toda a população Sabarense, construir um Hospital de Campanha e reformar quase todas as UBS da cidade.

Na contramão

Grande parte dos brasileiros estão sobrevivendo com o auxílio emergencial do Governo Federal, em algumas cidades as prefeituras têm oferecido um valor para aqueles que comprovarem que estão impossibilitados de exercer suas atividades por conta do isolamento social. Mas, na contramão da maioria da população brasileira, a Câmara Municipal de Sabará tem mantido os salários de vereadores e assessores de vereadores em dia. Os rendimentos podem variar de 1.200 até 9.511 reais, dependendo da nomenclatura do cargo comissionado de recrutamento amplo.

Analise politica

Às vezes, pode parecer que, a palavra dinheiro público soe como se o dinheiro não fosse de ninguém, mas ele tem dono, nós que pagamos impostos! Os gestores, seu secretariado e os vereadores precisam entender que são parte de um processo moral e não apenas legal. Os políticos levam muito em conta as máximas do juridiquês que dizem: ‘Lex quanvis irrationabilis, dummodo sit clara’, ou seja, ‘A lei, ainda que irracional, sendo clara, tem que ser aplicada’. Não deveria ser assim. As leis têm em si mesma um senso moral, um sentido mais profundo, mais amplo. É ilegal? Não. É imoral? Acredito que sim. Os vereadores de Sabará juntos já custam aos cofres públicos da cidade mais de meio milhão de reais, questiono; e a população Sabarense? No que esse dinheiro poderia ser aplicado? Na saúde? No transporte? Salvando os mais necessitados? A lista é longa, onde aplicar esse dinheiro é que não falta”.

Sabemos que os vereadores precisam se sustentar, e que seus assessores também, mas basta olhar para o comércio de Sabará, pequenos empreendedores e microempresários, estão fazendo concessões, estão se endividando, cada um tentando economizar criativamente no todos os custos.

Ninguém em sã consciência concordaria com tal situação. Isso vai comprometer a reeleição de muitos vereadores! Além disso, estamos apertando nosso cinto coletivo, os brasileiros estão se virando nessa pandemia, é justo ver a mesma vontade em seus representantes. É uma questão de consistência.

Portas abertas

O Jornal Minas presa pela verdade e pelo o direito a respostas. Deixamos aqui o espaço aberto para que os vereadores de Sabará possam se expressar sobre o caso.

 

Por Thiago Carvalho

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