07/fev

Número de infectados pela Covid-19 cai pela metade em Belo Horizonte

Uma análise do esgoto de Belo Horizonte mostra uma redução acentuada na transmissão do Covid-19 na capital entre 18 e 29 de janeiro. O monitoramento da carga viral na cidade mostra que o número de infectados caiu praticamente pela metade (49%) em relação ao estudo realizado na virada de dezembro e na primeira semana de janeiro de 255 mil. Até 130.000 Apesar disso, a cidade apresenta alto índice de transmissão, semelhante ao pico da primeira onda da pandemia.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (05) e refletem as restrições impostas pela cidade, segundo a coordenadora da pesquisa Juliana Calábria. “O encerramento de operações irrelevantes em 11 de janeiro resultou em menos pessoas circulando e, consequentemente, redução da carga viral. Os indicadores da prefeitura também mostraram redução do número de casos e menor taxa de internação”, afirma.

Embora tenha sido uma melhora no quadro em relação a dezembro, que foi o auge da contaminação de águas residuais urbanas, a pesquisadora explica que os resultados não são ideais. A questão é que esse número de 130 mil infectados é o mesmo apurado em julho passado, que foi o pior mês de uma pandemia da primeira onda na capital.

“Há indícios de que veremos reduções ainda mais expressivas nas próximas semanas, mas tudo dependerá do comportamento da população. O comércio é retomado conforme o esperado, pois temos que sair e trabalhar, mas temos que manter nossa distância e tomar precauções como usar máscara e higiene adequada das mãos. As atividades podem ser retomadas com os cuidados necessários”, afirma a pesquisadora.

Em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, a parte do esgoto sanitário da cidade examinada teve redução de carga viral tão significativa quanto a capital de 45.000 pessoas para até 20 mil “Em Contagem é um pouco diferente porque não analisamos esgoto de toda a cidade, mas de partes dela. Mas também houve uma queda significativa”, diz Juliana.

Ele acredita que as reduções não estão relacionadas à recente mudança na metodologia de pesquisa. “Refinamos nossa metodologia, mas essa melhoria serviu para revisar todos os dados. Graças a isso, a comparação pode ser feita sem problemas ”, garante.

O estudo é uma parceria entre Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Estações Sustentáveis de Tratamento de Esgoto (INCT ETEs Sustentáveis – UFMG), Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) e Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES).

Por Redação Jornal Minas

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