14/abr

Por falta de medicamentos Kalil adia decisão de reabertura do comércio em BH

A reunião na tarde desta quarta-feira (14) entre o Comitê de Enfrentamento à COVID-19 da Prefeitura de Belo Horizonte e o prefeito Alexandre Kalil (PSD) não teve uma decisão sobre a reabertura da atividade comercial na cidade. O Executivo sofre pressão pela retomada dos serviços considerados não essenciais e também pela manutenção ou até novas restrições.

Segundo o prefeito Alexandre Kalil, a principal questão é a falta de medicamentos na rede hospitalar. “Em que pese a melhora dos índices de monitoramento, o Comitê de Enfrentamento à COVID-19 avalia as perspectivas de suprimento de insumos e medicamentos destinados à rede hospitalar de Belo Horizonte, para a tomada de decisões em relação à reabertura das atividades na cidade”, diz em comunicado emitido pela PBH.

Novas reuniões vão acontecer e, segundo o Executivo, podem ser postergadas até sexta-feira (16), data limite para uma decisão. O comitê é formado pelos infectologistas Estevão Urbano, Carlos Starling e Unaí Tupinambás e pelo secretário municipal de Saúde, Jackson Machado. O encontro desta quarta aconteceu após o Executivo ver uma melhora nos números do coronavírus na cidade. O boletim epidemiológico mais recente da cidade, divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde nessa terça-feira (13), indica que apenas o índice de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) COVID-19 está no vermelho, com 86,1%.

Desde 13 de março deste ano, BH está praticamente fechada em decorrência da evolução dos casos de coronavírus. Praças públicas e pistas de atividades ao ar livre e funcionamento de certos serviços que estavam liberados, como retirada de comida na porta de restaurantes, são algumas das proibições mais recentes. Somente serviços considerados essenciais podem funcionar na capital desde 6 de março. Esse foi o quarto fechamento do comércio na cidade, com o começo da pandemia.

A cidade chegou a ter também toque de recolher das 20h às 5h a partir de 16 de março, medida proporcionada pela onda roxa do plano Minas Consciente, do governo de Minas. Contudo, a alternativa para conter a pandemia foi barrada após decisão judicial. A capital segue na onda roxa do programa estadual.

Por Redação

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