17/abr

Nova Lima, Nossa Gente! O dedicado Fábio “Ceguinho”

“Milhares de pessoas cultivam a música; poucas têm a revelação dessa grande arte”.

Fábio Francisco Silva, mais conhecido como “Ceguinho”, tem 40 anos, é músico, casado e pai de Ana Carolina e César Augusto. O nova-limense iniciou seu gosto pela música ainda criança. Na ocasião, ele vendia salgados pelas ladeiras da cidade e como fruto do seu trabalho, adquiriu uma “flauta doce” que iniciaria a sua paixão pela arte.  Desde então, o pequeno garoto não parou, dividindo seu tempo entre escola, venda de salgados e sua flauta. Sua determinação o tornou autodidata e, assim, ele aprendeu a tocar várias músicas sozinho.

O convite inusitado

Seu primeiro contato com o estudo das notas musicais, foi com a Corporação Banda Santa Efigênia. Ainda menino, foi convidado por um amigo que jogava bola com ele, a participar da banda. Para fazer parte do grupo musical, ele deveria ser aprovado em um teste de aptidão. Para isso, o mestre regente lhe deu a missão de estudar as notas em um livro de música. Empolgado com a oportunidade, ele, passava horas estudando e o resultado da dedicação veio em uma semana. Para a surpresa do professor, tinha decorado todas as notas musicais e passou com louvor no teste e ingressou na corporação, na qual permaneceu por seis meses.

Senai, fanfarra e as corporações musicais

Ao ingressar no Senai, em 1995, para o curso de Eletrônica, teve que conciliar mais uma vez os estudos e a música. O desejo de tocar era imenso e, a fanfarra do Senai, comandada pelo mestre Nonô da Fanfarra, foi crucial para seu aprendizado. Nessa época, Fábio aprendeu a tocar vários instrumentos, dentre eles, caixa de guerra, instrumentos de sobro, além de outros.

A profissionalização começou no início dos anos 2000, quando o músico ingressou na  Corporação Coração de Jesus. A experiência, comandada por mestre Claudinei Martins o familiarizou com inúmeros ritmos musicais como o samba, músicas carnavalescas e axé e, foi a partir daí, que a paixão começou a lhe proporcionar os primeiros cachês.

Banda União Operária

Dois anos depois, ele entrou na Corporação União Operária e essas múltiplas experiências proporcionaram mais técnica e conhecimento na área musical. Alguns anos depois ele se tornou Maestro e levou a sua arte e o nome da nossa cidade por toda Minas Gerais.

O sonho

A música na vida de Fábio não era apenas um hobby. Era um propósito de vida e, durante anos, ele acalentou o sonho de viver e se dedicar exclusivamente a música.  Por um tempo, ele teve a árdua tarefa de conciliar trabalho em outras áreas e a música. No entanto, em 2015, a paixão pela profissão falou mais alto e ele decidiu ousar e dedicar-se exclusivamente à arte.  Renunciou ao trabalho de vendedor e ingressou no curso de Licenciatura musical e habilitação em instrumento na Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), e desde então, tornou-se um músico profissional.

Fábio como Maestro

Música, arte e escola

Segundo Fábio, a música é uma forma de arte que combina vários sons e ritmos, e que acompanha a humanidade ao longo de sua história. “A música é considerada por diversos autores como uma prática cultural e humana. Não se conhece nenhuma civilização ou agrupamento que não possua manifestações musicais próprias”, diz.

Para o músico, Nova Lima precisa incluir, desde a creche, uma grade curricular com introdução musical para as crianças. O exercício de experimentação musical possui vários benefícios como a memorização, dicção, coordenação motora, atenção, socialização, entre outros.

Uma mensagem para Nova Lima

“A cultura de nossa cidade é rica, portanto, é necessário que haja investimento cada vez mais nas instituições culturais, na melhoria das estruturas das corporações musicais, congado, festas juninas, corais da melhor idade. Não devemos deixar nossa essência cultural sucumbir e, para isso, é necessário envolver a nossa gente com a cultura nova-limese”.

Fábio Francisco Silva, músico, bom de prosa, sempre sorridente, conhecido como “Ceguinho”, É NOSSA GENTE!

Um forte abraço, e até a próxima sexta-feira.

Conheça a história de outros nova-limenses nos links abaixo:

Por Reginaldo Silva

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